Ricardo Boechat
O jornalista que gostava de Ciência e Tecnologia
Quando ingressei na
Coppe
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UFRJ, em agosto de 1995, a jornalista Adriana Barsotti, que
trabalhava na coluna assinada por Ricardo Boechat, no jornal
O Globo, ligou dizendo: “Boechat está muito animado! Ele já
está contando com ótimas notas para a coluna. Você sabe como
ele gosta de Ciência e Tecnologia”.
E não era conversa fiada, não! De fato, ele valorizava as
universidades e os institutos de pesquisa. Estabeleceu uma
parceria ímpar com os assessores de comunicação dessas
instituições, mantendo sua coluna como referência,
publicando notas exclusivas da área, as quais explodiam em
repercussões na mídia no dia seguinte. Com seu talento e
determinação conseguia resumir em cinco linhas, ou menos,
assuntos complexos e difíceis de serem explicados em tão
pequeno espaço. Com isso, ele nos desafiava a uma apuração
interminável, que às vezes só era concluída após a quinta
ligação, no fechamento da coluna, à noite. Uma experiência
muitas vezes angustiante, confesso, mas que nos motivava ao
exercício do bom jornalismo. Aprendemos muito com esse
profissional obstinado e talentoso, uma referência para
todos que com ele conviveram.
Para homenageá-lo, a
Coppe
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UFRJ, por meio de sua Assessoria de Comunicação, disponibiliza
no site 71 notas sobre
estudos, pesquisas e atividades da instituição publicadas,
de setembro de 1995 a maio de 2001, nas colunas (Swann e
Ricardo Boechat).
Estendemos também esta homenagem a
Adriana Barsotti, Ana Claudia Guimarães, Ana Ramalho,
Angela Rego Monteiro, Ronaldo Herdy, Rosangela
Honor
e a todos os jornalistas que com ele trabalharam naquele
período.
A Ricardo Boechat, o jornalista que
gostava de Ciência e Tecnologia, nosso agradecimento e
admiração.